Alimentação vegana

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Durante toda a história da humanidade, os animais têm sido explorados de diversas maneiras, sejam elas para o entretenimento, para o consumo, na utilização pela medicina, em teste de produtos, em rituais religiosos, no trabalho (com animais de tração) ou na caça predatória.

Em meio disto, o vegetarianismo busca lutar contra o especismo (termo utilizado para denominar a exploração de uma espécie sobre a outra), pois aqueles que chorariam com a morte dos mais próximos (gatos e cachorros), não fazem ideia do processo necessário para o alimento a base de carne, leite e ovos chegar à mesa do consumidor, nem dos milhares de animais que sofrem e são mortos diariamente. No veganismo os bovinos, suínos, aves e outros animais tem o mesmo direito a vida que os seres humanos e animais protegidos por lei, pois também sentem dor, fome, sede, medo, etc.

Ao tratar-se a questão das leis criadas para proteger os animais, pode-se observar que as mesmas são aplicadas apenas quando não cruzam os interesses de determinadas classes, sejam elas os cientistas, indústrias farmacêuticas, indústria alimentícia, indústrias de cosméticos, entre outros. O especismo vigora no sentido da utilização e escravidão de outras espécies animais para benefícios e interesses humanos. Esse é o maior combate que o veganismo encontra hoje, uma vez que a ética é a sua principal causa.

A alimentação vegana é uma alimentação mais ética, por não contribuir para o sofrimento e morte de animais, além de ser mais saudável e preservar o meio ambiente. Veja na internet os dois principais documentários que tratam deste tema para melhor entendimento:

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O mito de que a dieta vegetariana não seria adequada à alimentação do homem, sendo necessário o consumo de carne, leite e ovos, principalmente pelo mito da falta de proteína, já foi desmistificado. A alimentação vegana, desde que equilibrada, já é comprovada como sendo a mais saudável. Prova disso, o Guia Alimentar do Ministério da Saúde de 2014 alerta para os prejuízos à saúde e ao meio ambiente que o consumo de alimentos de origem animal pode causar, além de admitir que a alimentação vegana é saudável. Além disso, diversos profissionais da saúde (médicos, nutrólogos e nutricionistas) vem recomendando a alimentação vegana balanceada como a mais saudável.

Muitos estudos científicos já comprovam que todas as proteínas e nutrientes da carne e derivados animais são substituíveis por uma alimentação rica em vegetais, cereais, leguminosas e legumes (ricos também em fibras que são ausentes na carne). A única vitamina não encontrada nos vegetais é a B12, produzida por bactérias e que pode ser suplementada facilmente quando necessária, sendo encontrada em farmácias.

Alguns estudos científicos mostram a relação que existe entre doenças cardiovasculares e o consumo de alimentos de origem animal. O excesso de gordura animal (colesterol) dificulta o fluxo sanguíneo, que pode acarretar em arteriosclerose, pressão alta e derrame, além das doenças de menos risco, como hemorroidas, que podem ser ocasionadas por má digestão causada pela ausência de fibras. Além disso, segundo um relatório publicado pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes.

No livro de Mitra de 2006 que aborda o que há de errado em comer carne, a autora cita vários malefícios da dieta com carne. Entre eles, podem-se observar os alimentos acidíferos, nos quais se encontra a carne. Ela produz um aumento da acidez no sangue, fazendo com que rins, coração, fígado e baço trabalhem mais, ficando mais vulneráveis a doenças (hemorroidas, problemas renais e de fígado, pressão alta, doenças cardíacas, asma, alergias, entre outros). A osteoporose também seria um sintoma da dieta com carne e laticínios, já que o organismo perde cálcio para buscar diminuir a acidez no sangue.

Segundo a mesma autora, pessoas que consomem carne têm mais chances de obterem câncer no intestino e em outras regiões corpóreas. Ela menciona os americanos, considerados os maiores consumidores de carne e derivados animais do mundo. Eles são os que mais apresentam problemas de saúde, desde doenças como câncer até a obesidade, em contraste com os indianos, vegetarianos em sua maioria, que apresentam a menor incidência de tais malefícios.

A Agência Internacional pela Pesquisa em Câncer (Iarc) da OMS também afirmou em outubro de 2015 que carnes processadas favorecem o desenvolvimento de câncer. Essa associação foi observada principalmente para câncer colorretal, mas também para câncer de pâncreas e próstata -mais de 800 estudos foram avaliados.

A carne e o leite também possuem vários hormônios e remédios que são dados durante a criação dos animais. Na criação deles, muitas vezes são impossibilitados até de se locomover, provocando grande stress aos mesmos, vindo a liberar substâncias danosas no sangue do animal e, logo, em sua carne e derivados. Essas substâncias levam à formação de tumores e outras doenças nos animais que podem vir a ser consumidos pelos humanos, sem que se saiba disso. Um dos hormônios mais utilizados é o dietilbestrol, que eleva o peso do animal rapidamente, dias antes de ele ser conduzido ao matadouro. Segundo Mitra (2006), ele é a causa de irregularidades menstruais e distúrbios sexuais em homens e mulheres.

Os animais criados para o abate ingerem produtos químicos de forma direta - quando os criadores fazem uso de produtos químicos para engordá-los, fazê-los crescer, melhorar o aspecto da carne, etc. - e indiretamente - quando consomem alimentos produzidos com agrotóxicos que, obviamente, não são lavados como geralmente fazem os humanos para eliminar ou reduzir a quantidade de aditivos químicos. O transporte é outro fator, pois logo que o animal é morto ele entra em putrefação, demorando alguns dias para chegar ao açougue e posteriormente à mesa do consumidor. Após o consumo, a putrefação inicia-se no estômago.

Em 1961, no Informativo da Associação Medica Americana já foi declarado que a dieta vegetariana pode prevenir de 90 a 97% os riscos de se obter uma doença cardíaca. Isso se dá em virtude da gordura que vai se acumulando nas artérias e que não consegue ser, apropriadamente, absorvida pelo organismo, e, como resultado, ocorrem problemas como pressão alta, enfarte e derrames. De lá para cá, muitos outros estudos feitos comprovam que que vegetarianos tem menos colesterol e problemas do coração, além de serem mais magros e terem menos diabetes.

Desmistificando o mito de que vegano é frágil, muitos atletas renomados já se declararam veganos, como o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos de todos os tempos, e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro e vegetariano desde os 20 anos de idade. As associações americanas e canadenses de dietética já afirmaram que a dieta vegetariana pode sim cobrir as necessidades energéticas e proteicas de um atleta, através de vários vegetais, proteína da soja, legumes, cereais, frutos secos, sementes, etc.

Além de todos esses dados apresentados, quando uma pessoa passa a eliminar carne e derivados animais de sua alimentação, ela começa a conhecer diversos outros alimentos ricos em nutrientes que ela não conhecia por se limitar ao consumo de carne, leite e ovos. Esses alimentos à base de vegetais são de mais fácil digestão, contribuindo para o bem-estar no dia a dia.

Especificamente em relação ao leite de vaca, muitos estudos científicos em todo o mundo vem demonstrando seus malefícios ao ser humano e sendo reconhecidos por profissionais renomados da saúde que vem recomendando as pessoas a tirá-lo completamente da dieta, como mostra o artigo do médico Dr. Victor Sorrentino que cita muitos desses estudos em sua página da internet (http://www.drvictorsorrentino.com.br/a-verdade-sobre-o-mito-do-leite/) e o cardiologista e nutrólogo Dr. Lair Ribeiro em sua palestra "O mito do Leite" disponível no Youtube:

Estudos internacionais comprovam que a alimentação com base em origem animal, como é predominante no mundo hoje, não é sustentável para o planeta e uma mudança urgente no hábito alimentar da população mundial tem que ser realizada. Muitas instituições renomadas mundialmente, como a ONU, vem reconhecendo isso nos últimos anos, comprovando que a alimentação vegana contribui de forma muito importante para a preservação ambiental.

O guia alimentar brasileiro publicado pelo ministério da saúde em 2014 também tem trechos afirmando que a diminuição da demanda por alimentos de origem animal reduz o efeito estufa, o desmatamento causado pela criação de áreas de pastagem, e o intenso uso de água. Outros problemas como o estresse dos animais, a contaminação do solo e de lençóis freáticos por dejetos e as monoculturas de soja e milho usadas para alimentar os animais também tiveram destaque.

Deixando de consumir produtos de origem animal, as pessoas deixam de causar diversos danos ao meio ambiente, pois além de matar animais, o consumo de animais e seus derivados está matando o planeta. Estudos científicos mostram que os desmatamentos, a extinção das espécies, o desperdício de energia, de água, a poluição atmosférica e dos cursos d'água estão todos relacionados com o consumo de alimentação proveniente de animais que o homem assume. Este consumo é incompatível com a sustentabilidade ambiental, veja por que:

  • A pecuária mundial é, sozinha, responsável por 18% da emissão total de gases que geram o efeito estufa, superando a poluição gerada pelos meios de transporte. São, respectivamente, 9%, 37% e 65% da emissão total mundial de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, sendo que o metano e o óxido nitroso são, respectivamente, 23 e 296 vezes mais prejudiciais que o dióxido de carbono. Estudos revelam que mais de 12% do aumento de temperatura da Terra, que ocasiona o efeito estufa, deve-se às emissões, por flatulência, de gás metano pelo gado bovino.

  • Muitos fazendeiros utilizam pesticidas nos lombos dos animais para que esses não contraiam carrapatos e outros parasitas. A utilização de hormônios, antibióticos e outros tipos de drogas em diversas criações (galinhas, frangos, suínos) também atingem os lenços freáticos e os rios, assim como a saúde.

  • A pecuária também é um dos maiores consumidores de água. Somente ela consome cerca de 200 vezes mais água que uma produção de grãos. Para se produzir 1Kg de carne, são necessários cerca de 20.000 a 30.000L de água, de modo que, para se produzir a mesma quantidade de feijão, por exemplo, são necessários 400L de água e de trigo 150L.

  • A criação de gado, acima até mesmo da mineração e da extração de madeiras, é a maior causa de desmatamento na Amazônia brasileira. Dados oficiais do Ministério do Meio Ambiente publicados há mais de 10 anos atrás já alertavam para o fato de que a pecuária é responsável por cerca de 80% do desmatamento irregular da floresta amazônica.

  • A criação de frangos e suínos também afeta as florestas. Para alimentar esses animais, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Em 2006, o Greenpeace realizou investigações em dois continentes que resultaram no texto "Comendo a Amazônia" que mostra como a soja plantada em zonas desmatadas é importada pelas cadeias de lanchonetes para alimentar frangos criados em cativeiros.

  • A produção de soja no Brasil, juntamente com a de milho, contribui com cerca de 80% da produção de grãos no país. Cerca de 79% da soja no mundo são esmagadas para fazer ração animal e 18% para produção de óleo. Por ser extremamente rica em proteína, ela fortalece os animais. Se fossem direcionados diretamente aos humanos, seria necessária uma produção infinitamente menor desses grãos, preservando o meio ambiente.

  • O crescimento da produção de grãos tem gerado impactos ambientais, tais como erosão, desmatamento e contaminação das águas. As plantações de soja e milho em larga escala geram impactos negativos na biodiversidade, pois, muitas vezes, grandes áreas são convertidas para monoculturas visando à produção comercial. Enquanto as monoculturas oferecem benefícios econômicos para algumas pessoas, seus resultados vêm predominantemente de desmatamentos e desaparecimentos da vegetação natural, o que resulta em perda de grande quantidade de habitats naturais para os animais silvestres. Contudo, a larga produção de soja que tem como destino, em sua maioria, a ração animal, também causa danos ambientais. Em um raciocínio lógico, se a produção da oleaginosa fosse direcionada para alimentar diretamente seres humanos, sua quantidade seria muito menor, causando menos impacto ao meio ambiente.

  • Considerando-se as unidades de calorias por hectare, uma dieta à base de cereais, legumes e feijão é capaz de manter cerca de 20 vezes mais pessoas do que mantém a dieta baseada na carne. A produção pecuária extensiva, mesmo não dependendo, ou dependendo muito pouco, da produção de grãos, demanda ainda assim uma grande quantidade de terras, o que se dá mediante a perda de biodiversidade e criação de latifúndios.

  • Se os seres humanos se alimentarem diretamente dos vegetais, seu aproveitamento energético será 100 vezes maior do que se eles se alimentarem dos animais que comem esse vegetal, pois 99% da energia adquirida nos vegetais pelos animais são "desperdiçadas" no metabolismo animal. Sendo assim, apenas alterando-se leis naturais básicas se poderia obter uma pecuária de alguma forma "sustentável", o que é impossível.

Saiba mais sobre a relação entre veganismo e sustentabilidade no documentário Cowspiracy - O segredo da sustentabilidade:

Contudo, através de seus produtos e filosofia de trabalho, a Vida Veg visa contribuir para um mundo melhor, preservando a natureza e os animais, além de levar bem-estar e alimentação saudável às pessoas.