Conheça a pirâmide alimentar vegana e entenda como ela funciona

 
A defesa pelos direitos dos animais e por uma vida mais sustentável já faz parte do dia a dia de 7,6 milhões de brasileiros. Isso nos mostra o quanto o veganismo no Brasil tem ganhado mais adeptos, que percebem sua responsabilidade em criar um mundo com menos problemas ambientais. Essa mudança de ideologia nos faz pensar na necessidade de uma pirâmide alimentar vegana.

O objetivo é similar à convencional: orientar sobre o equilíbrio das escolhas no cardápio vegano. Assim, não apenas os simpatizantes da filosofia, como também quem empreende nesse nicho precisa estar por dentro de suas peculiaridades. Continue nas próximas linhas e entenda como ela funciona!

O que é uma pirâmide alimentar?

Talvez você tenha uma vaga lembrança dos tempos da escola, em que estudávamos a importância de seguir uma alimentação equilibrada, certo? Com base nisso, alguns nutricionistas, nos anos 90, criaram uma pirâmide alimentar.

Ela é um instrumento gráfico que tem como objetivo orientar sobre a quantidade de cada tipo de alimento a ser consumida diariamente. Em sua forma convencional, temos 8 grupos alimentares divididos em 4 andares e com produtos de origem animal.

Na pirâmide, os alimentos dispostos na base devem ser consumidos em maior quantidade. Já os do topo precisam ser ingeridos com moderação.

Como é formada a pirâmide alimentar vegana?

Pensando no público vegano, foi criada uma pirâmide alimentar que pudesse satisfazê-lo. Nela, é possível excluir, por exemplo, carnes animais e incluir alguns substitutos do leite. Existem versões variadas na literatura, mas uma das mais aplicadas adota um gráfico dividido em 4 andares, nos quais seriam, da base para o topo, os seguintes:
  • cereais e grãos integrais: a recomendação é cerca de 6 porções (de ½ xícara). Alguns exemplos são arroz integral, painço, quinoa, bagas de trigo, aveia;
  • legumes, vegetais e frutas: 4 a 5 porções (de ½ xícara). Alguns exemplos são abobrinha, alface, batata, aipim, cenoura, beterraba, morango, banana, laranja;
  • proteínas: 3 porções (de ½ xícara). Alguns exemplos são feijão, grão de bico, tofu, leite de soja, cogumelos;
  • oleaginosas: 2 porções (de 30g). Alguns exemplos são linhaça, nozes, chia.

Quais cuidados são importantes?

Bem, como ressaltamos, existem outras versões de pirâmide alimentar vegana. Isso porque algumas pessoas têm necessidades ou preferências diferentes. Por exemplo, alguém com diabetes pode precisar diminuir o consumo de determinados carboidratos. Já uma pessoa focada em ganhar mais massa magra precisará aumentar o consumo de proteínas.

De qualquer forma, é sempre importante visar ao equilíbrio, fazer escolhas saudáveis e ter criatividade para pensar em novas receitas ou substitutos de determinados alimentos da pirâmide convencional. Nesse sentido, contar com o auxílio de pessoas já praticantes ou mesmo de nutricionistas é uma boa ideia para investir em produtos diferenciados que satisfaçam e atraiam esse público.

Considerar a pirâmide alimentar vegana é importante para quem busca mais destaque nas vendas e enxerga esse mercado como promissor. Pode parecer difícil no primeiro momento, já que ainda não existem tantas informações nem muitas marcas investindo nisso. Contudo, lembre-se de que, justamente por isso, pode ser a melhor forma de mostrar o valor da empresa.

 

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